segunda-feira, 4 de junho de 2012
Maria Valentina & cia
Está difícil recomeçar a escrever, parou...nada mais vem, as palavras ficam encolhidas, as frases curtas os pensamentos preguiçosos, disformes, fazem curvas e mais curvas...e vamos ficando distantes...distantes... um monte de reticências. Mas na verdade tenho muito que falar, sem nenhuma ordem, tudo desconexo,tudo emaranhado, um novelo cheio de nós e linhas finas, linhas daquelas bem vagabundas compradas mesmo nos armarinhos da vida, de beira de mercado que arrebentam no primeiro esticão; as de seda estão no meio, tudo junto e misturado, mas juro que vou colocá-las no seu devido lugar aos pouquinhos com muita calma. No meio deste emaranhado de linhas e idéias eis que surge ELA: Maria Valentina! O que foi aquela visão do meu genro com um pacotinho nos braços! Num corredor longo, o mais longo que já percorri, e lá estava ela em seu colo, aconchegada, protegida nos braços do pai, ele agarrado a ela e ela molinha adorando aquele colo que terá para sempre. Penso que este aconchego de alguma forma,ela, sempre vai sentir, em algum lugar no seu inconsciente o calor daquele abraço primeiro ficará para sempre. Quando peguei aquela coisica quentinha, frágil nos meus braços pensei que queria ficar com ela assim para toda vida, nunca mais devolver ao pai, não dá para descrever esta emoção sem cair no lugar comum do amor incondicional, porque é isto mesmo, e tome-lhe lugar comum, amor para toda vida... e olhe que já senti esta mesma emoção por três vezes, eu quero é mais! Maria Valentina chegou! E nem parece joelho! Bem vinda a este mundo, e fique tranquila ele nem é tão ruim assim, tem muita coisa boa, se não tiver, nós, "&cia" o faremos para você!
domingo, 8 de abril de 2012
Encontros...
Houve um tempo em que tudo era diferente, as manhãs, as tardes e as noites. Tempo em que as emoções estavam mais acomodadas, mais simples de entender, podia até prever o que aconteceria no tempo seguinte...hoje não! Olha a incoerência presente; hoje minha rotina é massacrante porque também sei o que vai acontecer um dia após o outro, só que para estas emoções, estes dias exatamente iguais a formula é complexa e não consigo decorá-la, e pior não consigo vivê-la com harmonia. Mas quebrando este cotidiano mediano recebo a visita de dois grandes amigos, amigos de toda uma vida, amigos tão diferentes entre sí, mas que vivem em harmonia e são parceiros. Esta visita me deu um sopro de tranquilidade, me ajudou a ver, que no fundo, bem lá no fundo, eu acabei fazendo a coisa certa, minhas linhas foram estendidas na direção certa. Estes parceiros me fazem bem! Ele é um cuidador nato, quando está por perto cuida de um monte de coisas, até da minha porta que range, adoro! Ela sabe tanto de mim, as vezes me critica ferozmente, outras não, só me deixa falar e eu fico achando que estou dando conta direitinho de tudo, mas em outras me diz palavras que me emocionam até não poder mais; saber que a minha querida amiga me acha forte...não tem preço! Engraçado já ouvi outras vezes esta mesma palavra "você é forte!", aonde as pessoas enxergam esta força toda que não sinto? Na verdade me sinto, antes de tudo, um elefante numa loja de cristais, quebrando tudo que tem pela frente causando um estrago danado. Mas quando a minha querida amiga me diz que não teria forças para viver a minha vida e me diz que sou muito forte, por um breve momento acreditei. Sou forte, sou forte igual a um touro, sou madeira de dar em doido! Obrigada amiga por palavras tão boas na hora certa, numa hora que estou tão frágil e magoada com atitudes de pessoas que amo muito. Sou forte não sou amiga? Então tá! Sou forte. Viva você querida!
domingo, 25 de março de 2012
Com quantos...
Bela, hoje acordei pensando com quantas linhas se faz uma vida: Uma? Duas? Mais? Quantas? Uma canoa se pode fazer, quando o tronco é compacto, com um só. Uma boa talhadeira, um bom e paciente escultor e...pronto a canoa está feita, pronta para ser jogada no rio e cumprir sua tarefa de flutuar. Mas e na nossa vida? Nas linhas que se formam, nas teias que tecemos com elas? Quantas precisamos, quantas , ainda, estamos tecendo e quantas mais teremos que tecer? Só sei que as minhas, as passadas, estou me livrando pouco a pouco, enrolando-as num novelo e guardando no meu baú, aquele de sândalo, onde minhas lembranças mais significativas ficam guardadinhas. As do cotidiano teço-as com cuidado, melancolia, saudades, aflição, alegria, tristeza, euforia, esperança e expectativas. Minhas linhas, na verdade, são tão previsíveis que até a mim não causam mais surpresas! Minhas linhas são meus filhos! Neles me realizo, construo, sou feliz, fico triste e me preocupo. Presto muita, mas muita atenção, na vida de cada um deles, procuro não interferir ... muito, mas interfiro, sim, quando necessário! Para mim filho não tem prazo de validade, é para toda vida, sempre! Lugar comum besta, toda mãe acha isso!! Quando penso que algo não vai bem, minha atenção redobra em cima dele(a): O afastamento de uma filha me preocupa, sei que algo com ela não está bem, a cabecinha está enrolada e confusa com algo! Seu processo de entendimento por afeto pode ser muito lento, e a isto ela dá o nome de orgulho; faz ela sofrer.
A agressividade, intolerância e imposição de suas idéias aos gritos, de um filho amoroso atencioso e inteligente, faz logo meu alarme disparar. É medo! De quê? Das linhas novas que estão se formando nas suas vidas? Pode ser! Fico atenta não interfiro, ainda! Ah, já deu para perceber que comigo não tem esta de "Mãe não sou mais criança, não se mete!" Não funciona comigo! Me meto, sim. Chamo as falas, sim! Gostou? Não gostou? Vai catar coquinho! Fiquem espertos estou de olho! O quê vou fazer? Ah, vou dar colo e cafuné! Beijos.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Pronto falei!
Final de 2011. Que difícil meu Deus! Pensei que não iria acabar mais, foi um sem fim de eventos, a cada dia que passava um pouco de mim ia ficando mais frágil, uma linha totalmente esticada a ponto de arrebentar, mas segurei bem, disfarcei de verdade, tão de verdade que até acreditei, e comecei a viver uma realidade paralela. Casamento da minha filha, todo aquele turbilhão de emoções que já falei aqui. Natal, ah! o natal! Que natal foi aquele?! Como todos os meus filhos estavam aqui o pai quis fazer a ceia na casa dele, natural, ter todos os filhos reunidos é coisa rara, então...fiz um arremedo de comemoração do aniversário da minha filha, às 5 horas da tarde, lanchamos,trocamos presente, filhos,filhas, genros, noras e netos e 8 horas todos rumaram para a casa do pai para a tal ceia de natal de verdade e eu fiquei só. Juntei os pratos sujos, retirei os papeis de presente amassados, varri a casa, lavei a louça...e sentei e...pensei em choque: "os natais daqui para frente serão todos assim, preciso me reajustar, situação nova, reação idem." Fumei um cigarro, tomei um copo de coca-cola e fui dormir. Merda de natal! Ano novo, não houve comemoração nenhuma na minha casa, meus filhos passaram para um abraço e beijos e feliz ano novo e eu...fui dormir. Merda de ano novo! Pois é, dá para perceber nitidamente que para mim tudo gira em torno de meus filhos. Sem eles estanco, sem eles não reajo, sem a presença deles viro ameba, não penso, não realizo. Que carga pesada para eles! Não quero nem saber, minha fraqueza exige, meu desamparo quer colo mesmo, solicito de verdade, sem vergonha grito e peço o amor deles, f...-.. o resto. Só sei ser mãe assim. Merda de mãe? Tomara que não! Senão...coitados! Ah! e ainda teve uma tal viagem de comemoração de 60 anos do pai. Foram todos, filhos, filhas, genros, noras, netos. Todos. Não sobrou um! Morri de inveja! Morri de felicidade por eles estarem fazendo uma viagem tão linda com o pai! Está bipolaridade de emoções ainda me mata! Tomei um Rivotril e fui dormir! 2012? É meu, vou fazer uma pós e...parar de fumar! Viva eu! Beijos.
terça-feira, 6 de março de 2012
Infinito...nem tanto particular.
Muito já escrevi sobre meus lamentos, e ainda, irei escrever, só sei garatujar quando estou melancólica; na verdade queria mesmo era fazer um texto alegre, irreverente, sem tantos dissabores esparramados por ai. Mas fazer o que? É assim que minhas linhas se estendem, se cruzam, se chocam e se tornam um emaranhado sem fim de... não saber receber afetos. É isso, não sei receber afetos! Que triste! Afetos deveriam ser recebidos com facilidade, abraços deveriam ser recebidos com relaxamento de emoções, sem a tensão de afastar, elogios como um bálsamo, beijos recebidos com reciprocidade, presentes recebidos com o mesmo prazer de dá-los. Não que desconfie ou não acredite em quem está me oferecendo afeto, muito pelo contrário, acredito e no fundo de minha alma fico feliz, mas nunca me acho merecedora deste afeto todo! Claro que Freud explica! Mas não estou querendo saber de Freud nenhum, quero eu entender tanta falta de boa vontade comigo mesma, quero mesmo é ter mais complacência com meus afetos mal resolvidos, aceitar sim, estes afetos, que sinto sinceros, de braços abertos sem tencionar os músculos...do coração! Compartimentos se abrindo! beijos.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Compartimentos.
Travei. Perdi a régua e o compasso. Estou no vácuo! Tantas coisas acontecendo e eu aqui...sem conseguir abrir as portas do verbo.Perdi o verbo! Vou tentar abri-las (as portas) aos poucos e deixar jorrar tudo e enfiar goela abaixo da vida, para ver se estico ou arrebento de vez esta linha tão mal esticada. Volto...um dia, com os compartimentos destravados. Beijos Bela.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Palavras...
Palavras são chicote na alma! Uma palavra mal dita torna-se maldita, doí, deixa vergões, cicatrizes profundas, as vezes conseguimos curá-las, com afeto, carinho, um belo pedido de desculpas, outras não são curáveis, ficam lá dentro, na alma, doendo...doendo até não poder mais! Palavras me fazem sofrer, mais que as agruras da vida, estas eu tiro de letra, sacudo a poeira e dou a volta, nem sempre por cima é verdade, mas me recomponho e sigo em frente. Mas as palavras...quando vêm acompanhadas de um tom de voz duro, impiedoso e frio, então não tem jeito! É sofrer até não poder mais. Refletir se as mal ditas palavras vão mesmo dilacerar ou se vão se transformar em cicatrizes é uma linha cheia de nós mal feitos, difícil de esticar, há que se ter cuidado para não romper de vez, daí não tem emenda que dê jeito. Malditas que fazem um estrago medonho na alma e na vida! E tem, também, aquelas que passamos uma vida inteira esperando ouvir, acalentando o sonho distante de que um dia serão ditas, estas são benditas! E quando vêm carregadas de um tom de voz transbordando de afeto, ternura e amor sem fim é um acalanto, um bem querer que faz bem, que eleva, te faz querida e melhor para o que der e vier. Mas as mal ditas...
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